home
empresa
conceito
portifólio
NewTv no ar
entrevistas
blog
fale conosco



under construction voltar


Celular faz cinema

29/09/2005

Os aprelhos ainda devem evoluir, mas já apresentam uma nova proposta estética


Marcelo Godoy
Daniel Reis

O cineasta brasileiro Kiko Goifman participou do programa NewTV no dia 28 de setembro. A entrevista teve como tema central a possível interação existente entre cinema e celulares. Goifman contou sobre a sua experiência em produzir o microfilme “Bianca faz a Dutra” para o Siemens Micromovies Awards. São 90 segundos do perfil de um travesti que trabalha na via Dutra.

De acordo com o entrevistado quando ele recebeu a proposta ficou assustado pela falta de recursos do aparelho. Hoje, os celulares com câmera ainda não têm zoom, foco e as imagens são em baixa qualidade. “Acho que prevalece a idéia de uma câmera na mão”, diz Goifman.

“Bianca faz a Dutra” foi produzido durante a noite para aproveitar as luzes dos faróis dos carros, pela falta de definição da câmera, parecem grandes borrões e dão uma idéia de movimento. As tomadas são sempre muito próximas do entrevistado, no caso de Bianca, a captação das imagens aconteceu sob a iluminação de um poste.

Outra adversidade apontada por Goifman é o fato da câmera do celular ser de um lado e o microfone de outro.”Fizemos a entrevista e só tinha a minha voz. Por isso usamos outro equipamento para captar o som”, lembra. Ressalta, que o processo de edição e finalização ocorre como em qualquer outro tipo de produção audiovisual.

Goifman afirma que a evolução da tecnologia móvel tem dois lados. O primeiro é a facilidade de registrar fatos importantes que o instrumento proporciona. Para isso, você pode dar um fim artístico, intelectual, pessoal. “Eu tenho um filho de dois anos, se ele faz uma gracinha estou com a câmera na mão”, exemplifica. O outro lado da moeda, porém, chega a assustar. É a visão de uma sociedade vigiada por câmeras ocultas, sempre em busca dos nossos piores erros. “A gente vai ter dúvida em ser sincero e espontâneo por pensar na possibilidade de te uma câmera filmando”, afirma.

Atualmente com o surgimento de festivais especializados em microfilmes essa é uma possibilidade. Para o cineasta é importante pensar pequenas pautas, assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e trabalhar com planos fechados.

“Essa é uma forma de acabarmos com a comunicação tradicional, tudo certinho. Você deve se preocupar menos com o aparelho que tem e pensar na informação. Eu gosto de uma coisa suja”, finaliza o cineasta.

Mais sobre Kiko Goifman:
www.portacurtas.com.br
 
www.zetafilmes.com.br

www.33ofilme.com.br

Fonte: Redação






Guest