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Yavox - Torpedo usado como ferramenta publicitária

09/11/2005

Promoções buscam a praticidade do SMS e consumidor ganha em economia


Marcelo Godoy
Daniel Reis



Um bate-papo descontraído, uma garrafa de Pepsi e um saquinho de Ruffles. Neste cenário ocorreu a mais recente entrevista do programa newTV (09.11), que recebeu o presidente da Yavox, Andreas Blazoudakis, para falar sobre a interação entre corporações e usuários de celular por meio do uso dos torpedos.

E onde a Pepsi e a Ruffles entram nessa história? Bem, a Yavox é uma empresa integradora de soluções para o mercado de transmissão de dados por telefonia celular e uma de suas últimas iniciativas é a promoção “Se liga no celular” (www.seliganocelular.com.br). Essa é uma parceria entre a Pepsi, a Elma Chips, as operadoras e a Yavox. Você compra um desses produtos e encontra um código, manda um SMS e já concorre diariamente a celulares e semanalmente a automóveis Mitsubishi Pajeros.

Essa jogada publicitária alavancou as vendas dos produtos. De acordo com dados da Yavox foram vendidas cerca de 170 milhões de embalagens e aproximadamente meio milhão de pessoas participam todos os dias.

Para Blazoudakis esse negócio de trabalhar com torpedo é a oportunidade ou a tentativa de se fazer milhões com centavos. “Por que o brasileiro usa o torpedo hoje? O ponto-chave é a economia”, diz o entrevistado.

Nesse negócio os projeto são divididos entre corporativos e de consumidores. Entre os cases corporativos da Yavox estão: Visanet, Petrobras, TAM, GOL, Credicard, CIEE. Já os de consumidores, no qual a promoção faz parte, estão: Big Brother, Casa dos Artistas, Chat TV NET, JovemPan LigaKi, Formula Indy Band, Pepsi/Ruffles.


newTV - Você é apaixonado pelo mundo da náutica, conta pra gente?

Andreas Blazoudakis - Quando finalizou o bug do milênio a gente encomendou um veleiro para viajar para vários lugares. Mas isso é uma grande ilusão, os empresários sabem que se distanciar da empresa por mais de 15 dias é um horror.

Quando a Yavox começou a gente ainda não tinha uma sede, então, como estratégia de marketing, pensamos em lançar a empresa com uma sede móvel. Montamos uma expedição que saiu do Rio Grande do Sul e nós fomos para o Belém do Pará. Essa expedição durou 1 ano e meio, nós enviávamos mensagens para os celulares de cerca de 10 mil pessoas. Então eu posso dizer que o primeiro endereço da Yavox foi latitude e longitude.

newTV - Você participou dessa viagem?

Blazoudakis - Participei de todos os trechos. Foram 60 paradas, infelizmente eu tinha que trabalhar no mundo de terra, mas nós fazíamos chat em alto mar...

newTV - Isso em que ano?

Blazoudakis - Julho de 2001, 2002 a gente estava lá em Belém do Pará. E a gente continua utilizando a náutica como um instrumento de marketing. Temos 3 veleiros que a gente utiliza para juntar os nossos clientes, confraternizar, fazer regata corporativa e atualizar toda a nossa cadeia de relacionamento.

newTV - Agora vamos começar contando o que é Yavox e como ela foi parar dentro a “caixinha” de Elma Chips.

Blazoudakis - Todo mundo deve imaginar a dificuldade que é juntar todas as operadoras num serviço único. Após a privatização o Brasil ficou com quase 30 operadoras de telefonia e muitas já fizeram as suas fusões, a gente tem hoje grandes grupos. Mesmo assim ainda continuam grandes operadoras. Se você pega a Vivo, Tim, Claro, Oi eles têm as regionais. É muito difícil eu fazer um serviço para o provedor de conteúdo falar com cada uma delas.

O papel da Yavox é integrar cada uma delas no quesito de transmissão de dados, principalmente mensagem de texto e mensagem multimídia, para que o provedor de conteúdo fale apenas com uma empresa, a nossa. Então, ele falando com a nossa rede ele tem acesso a todos os telefones do Brasil. Ele tem uma capilaridade de 80 milhões de celulares.

newTV - Hoje praticamente todos enviando SMS.

Blazoudakis - Hoje você pode dizer que 100% recebe e mais de 80% recebe e envia. Tem pessoas que nunca utilizaram, mas a tecnologia está disponível. O serviço mais popular dentro do mundo da mobilidade é a mensagem de texto.

newTV - Então vocês com toda essa infra-estrutura começam a atender as necessidades do mercado?

Blazoudakis - É. Existem dois grandes tipos de projetos. Há os corporativos, onde quem paga as transmissão dos dados é a própria corporação, no caso um banco uma indústria, uma companhia aérea. Ela pode usar isso para se comunicar com o seu cliente, como ela paga a cota da transmissão isso é considerado como um projeto corporativo.
Existe um outro tipo de projeto que o dinheiro flui ao inverso, são os de consumidores. Então esse projeto da Pepsi e Ruffles a mensagem é paga pelo usuário final, como se ele estivesse enviando uma carta. É um valor inferior e muito mais fácil de enviar, mas ele paga a conta do envio.

newTV - Ele participa por algum prêmio?

Blazoudakis - Isso. Então, se divide em dois projetos: corporativos e de consumidor. No projeto de consumidor existe uma divisão de receitas, onde se ganha dinheiro. Cada usuário paga sua transação a operadora recolhe o dinheiro e entrega para a cadeia. Isso em geral é feito na razão de 50% para o mercado e 50% para a operadora. Nós contamos com 50% de todas as mensagens para distribuir para o mercado.

newTV - O Big Brother foram vocês que fizeram?

Blazoudakis - É, nós fizemos 3 edições. Esse é o case aqui do Brasil, o povo ficou muito entusiasmado de poder decidir o final de um programa. São milhares de transações, chega a pico de 1.200 transações por segundo. Pessoas querendo falar com a televisão.
Logo na primeira edição a pessoa só podia votar e a gente agradecia o voto. Só que a pessoa falava “quem agradece sou”, “quero mandar um Beijo para o Bial”. Então a gente notou que as pessoas queriam conversar mais e a gente começou a lançar serviços. Serviços do tipo entre no “quiz e saiba...”.

A gente está trazendo para a mobilidade tudo o que está dando certo na Internet. Claro que com algumas adaptações. A diferença é que o celular é extremamente pessoal. Isso é positivo ou negativo. Você na hora de abordar um cliente deve ter muito cuidado, você está literalmente lidando com o bolso dele. Você manda uma mensagem e toca o celular.

newTV - Como é que chegaram na conclusão de usar o torpedo numa promoção de batatinha?

Blazoudakis - Talvez poucas pessoas saibam, mas a idéia do SMS era atuar como um canal de configuração da rede para as próprias operadoras. Não era para usuários utilizarem. Aí uma pessoa viu que tinha um canal aberto e as pessoas começaram a se comunicar. Primeiro entre celulares da mesma operadora. Depois as operadoras viram que falando entre si... as suas redes, operadoras GSM, com operadora CDMA, com as antigas TDMA elas viram que poderia aumentar o tráfego. Daí surgiu a palavra torpedo.

newTV - Tem um dono esse nome torpedo?

Blazoudakis - Quem primeiro utilizou esse serviço foi a Telefonica. Deve ter um registro, mas hoje esse nome é padrão. Os primeiros torpedos que surgiram foi de pessoa a pessoa, depois começaram os torpedos de usuários para uma aplicação na Internet, que é o caso do torpedo da batatinha. É o usuário falando com uma rede televisão, como o Big Brother. No caso do SBT e da “Casa dos Artistas”. São torpedos de valor adicionado.

O terceiro tipo de torpedo, é a corporação falando com o usuário. Por exemplo, eu estou usando meu cartão de crédito no posto de gasolina e eu posso ser alertado: “Andreas você está utilizando seu cartão de crédito no valor tal”. Parece óbvio, mas isso evita clonagem. As clonagens são feitas com 5 ou 6 transações seguidas. Se o usuário receber na primeira transação um cartão clonado, ele fala: “Poxa, não estou no posto, estou no programa de TV”. Aí ele liga para o banco e manda bloquear.

newTV - É possível trabalhar a exclusão digital por meio do torpedo?

Blazoudakis - Por que o brasileiro usa o torpedo hoje? O ponto-chave é a economia, depois pela condição de conseguir fazer uma conversa privada numa sala ou numa reunião sem as pessoas saberem.

A média de consumo do Brasileiro no cartão pré-pago é de R$20,00. O país tem cerca 80 milhões de celulares, onde a média não passa de R$20,00 de consumo.

newTV - Sobre a promoção da Ruflles, quantas pessoas vocês esperam que participem?

Blazoudakis - Na faixa de 40 milhões de pessoas. Isso de números válidos. De todas as promoções que nós já fizemos, incluindo programas interativos, nós já tivemos 8 milhões de pessoas participando. Isso quer dizer que 10% dos celulares no Brasil já utilizam o torpedo além de pessoa para pessoa, também para agências promotoras. Nós temos um tráfego muito maior que em muitos países.

newTV - O que vem por aí?

Blazoudakis - Depois do texto, as mensagens multimídia. A idéia é nas promoções do ano que vem, na devolução da mensagem, disponibilizar a foto de um jogador ou de um gol da Copa. Ofertar maior valor agregado para o conteúdo.

Fonte: Redação

 

 






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