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Compera: Jovens empreendedores conquistam espaço Mobile

26/01/2006

Entrevistado afirma que trabalhar com mercado de mobilidade é apostar no futuro


Marcelo Godoy
Daniel Reis


Na entrevista do dia 25 de janeiro programa newTV falou sobre o futuro e o presente do MMS no Brasil. O apresentador Marcelo Godoy conversou com o Chief Executive Officer da Compera, Fabrício Bloisi, 28 anos, um empreendedor que deu seus primeiros passos no mercado de tecnologia ainda durante a universidade e hoje ocupa um importante espaço no mercado mobile . Ele fez parte do movimento Empresa Júnior, foi gestor da COMPEC, Empresa Júnior de Informática da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Junto com um colega de classe e também um participante do movimento, Fábio Póvoa, em 1998, fundou a Compera, uma empresa focada na criação de soluções tecnológicas para grandes corporações e desenvolvedora de conteúdo mobile.

Fabricio Bloisi da Compera e Marcelo Godoy da newTV.

 

A entrevista fez um apanhado da trajetória de Bloisi e, por conseguinte, da própria Compera e evoluiu para assuntos mais complexos como Blog e TV no celular. Para o entrevistado trabalhar com tecnologia é ter uma visão de longo prazo.

“É importante nessa área de mobilidade ter uma visão de bastante longo prazo. Hoje a gente está discutindo coisas que vão acontecer daqui há 1 ou 2 anos”, diz Bloisi.

No final da entrevista ele comenta sobre a TV no Celular. Indica que boa parte da evolução desse aplicativo depende do parecer do governo com relação ao padrão da TV digital. “A gente tem que torcer para que o nosso governo seja um pouco mais ágil e decidido”, aponta.



Marcelo Godoy – Você conheceu o seu sócio praticamente na sala de aula?
                                                                                                                                                                                                                       Fabrício Bloisi - CEO Compera
Fabrício Bloisi -
A empresa Júnior é uma empresa que funciona dentro da universidade, mas só com alunos da universidade. Tem alunos fazendo trabalho de marketing, comercial, administrativo, projetos, desenvolvimento, pesquisa, novos negócios. Eu fazia parte da área comercial e meu sócio também. De vender projetos, de participar, de colocar projetos no mercado. Dentro da universidade foi que nasceu a idéia da Compera.

Godoy – Qual foi o primeiro trabalho remunerado que vocês tiveram?

Bloisi -
Começar uma empresa é sempre muito complicado. Para você caminhar você tem que ter um olhar a longo prazo e passar a diante das adversidades. Sem dúvida uma das primeiras adversidades é conseguir é conseguir seus primeiros clientes. Não é “abrimos e começamos a ganhar dinheiro”, a realidade é bem diferente. A gente passou o primeiro ano, dois anos para começar a girar a empresa. Começando na área de extranets até entrar em 2000 na área de sistemas móveis. De lá para cá a gente tem trabalhado sobre serviços, baseados em minitorpedos, navegação por celular, em multimídia por celular em operadoras no Brasil e em toda a América Latina. 

Godoy – Essa opção por telefonia móvel foi porque um cliente pediu ou por uma paixão mesmo?

Bloisi -
Uma paixão da gente faz parte do “core competence”. A chave da Compera é inovação. É entender tecnologias novas, compreender como aplicá-las para gerar serviços interessantes e gerar um diferencial para empresa também. A gente começou em 1998 muito focado na parte de e-business, que era algo muito inovador, mas começando a ouvir que na Europa se falava muito em Internet para celular, começando a ouvir sobre uma coisa que no Brasil ainda não existia que era o torpedo de um celular para o outro. E desde 2000 a gente teve essa visão de desenvolver negócio levando serviço de Internet , entretenimento, de Blog para o celular.

Não por requisição de um cliente, mas porque a gente tinha a visão de que esse era um mercado que iria crescer. Hoje, 5 anos depois a gente ainda tem a visão de que esse é um mercado que ainda vai crescer bastante. Apesar de todos usarem torpedo e internet móvel, estamos vendo apenas a pontinha do iceberg.

Godoy – Compera tem a ver com cooperar? Como nasceu esse nome?

Bloisi -
Compera vem do latim “comperim”, que significa descobrir. É uma neologia, Compera é uma marca nossa e o objetivo dela é inovar. Acredita-se que está em nosso DNA descobrir coisas novas, inovar através de novos serviços. Isso faz parte também da visão da empresa.

Godoy – Fala um pouco dos clientes. Eu vi uma lista com TIM, OI Amazônia Celular, Brasil Telecom, Oi... Muito na área de blogs também.

Bloisi -
É. Mobilidade é um dos grandes focos da empresa. Para se ter uma visão geral da empresa, nós atuamos tanto na área corporativa, mobilidade não funciona só com entretenimento para celular, mas funciona também como uma empresa pode distribuir uma ordem de serviço a um funcionário que esteja em campo. Uma empresa de logística enviar ordem de serviço, enviar entregas, checar extratos de pedidos pelo celular. A Compera tem uma área de negócios, a Dispara, que está focada em permitir que uma empresa possa estar interagindo com a equipe de campo. E a Compera tem a área de entretenimento.

Godoy – Esta é a mais divertida.

Bloisi -
Com certeza. A área corporativa é mais séria. A área de entretenimento está focada em levar para o usuário comum, que esteja em uma operadora na qual a gente trabalha, sem avançar a marca, o serviço de entretenimento. Uma grande aposta nossa é na área de multimídia e na área comunidade, comunidade participativa. Por isso que o blog é o nosso principal produto, está nas principais operadoras do Brasil e da América Latina. A gente acredita que seja o produto do futuro. Estamos levando isso para o celular.

Godoy- O blog da Oi foi o primeiro blog por celular. A operadora que pediu ou vocês sugeriram?

Bloisi -
Nós estávamos antenados em relação ao futuro do mercado móvel, daqui a 2 e 3 anos. É importante nessa área de mobilidade ter uma visão de bastante longo prazo. Hoje a gente está discutindo coisas que vão acontecer daqui a 1 ou 2 anos. Então isso a gente visualizou há 2 anos atrás que blog estava crescendo na internet e precisa também levar isso para o mercado de mobilidade. E junto com a Oi fizemos esse primeiro serviço aqui. Hoje existem vários blogs por celular. Há uma aceitação muito grande do usuário, porque ele quer conhecer gente nova e ficar por dentro.

Godoy – E como é que funciona? Eu sou um usuário da Oi e acabei de tirar uma foto, eu mando por MMS ou por e-mail?

Bloisi -
Manda por MMS para o número 160 e vai aparecer na internet alguns segundos depois. Ao preço de uma mensagem multimídia comum.

Godoy- Você precisa estar dentro da área de sinal da Oi?

Bloisi -
Isso. Mas o interessante é que você pode estar verificando isso, mesmo fora da praça da Oi. Qualquer amigo seu que esteja conectado no celular, pode conectar a internet. O blog móvel o foco dele é no celular.

Godoy – Essas fotos publicadas aqui eu posso ver via Wap também?

Bloisi -
Pode ver. Se a gente entrar no seu celular agora e digitar blog.oi.com.br, você vai navegar pelo mesmo conteúdo que você vê aqui.

Godoy – A gente tem uma pergunta via chat: “...tem uma parceria entre a Microsoft, o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Motorola e centro pernanbucano chamado CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) para geração de novas tecnologias”. 

Bloisi -
A Unicamp é referência como centro de tecnologia nacional, mas nos últimos 3 anos novos centros de tecnologia e desenvolvimento despontaram no Brasil. Um dos que teve mais destaque foi o CESAR. Ele consegue misturar a universidade participando ativamente, com incubadora de empresas que está gerando vários novos negócios lá, com investimentos de empresas globais. A Motorola é uma das grandes que investe no CESAR, entre outras. Esse é o tipo de exemplo de integrar universidade e empresa, que é vitorioso. E a gente tem que estimular as empresas que estão aqui instaladas a investirem mesmo, para estimularem novos serviços.

Godoy – Se tivesse um centro desse por universidade, com criatividade que tem o brasileiro.

Bloisi -
Esse é o diferencial. Nós não temos grandes multinacionais em diversos segmentos, mas o segmento de novas tecnologias, e aí eu posso dizer mobilidade, é capacidade de produzir idéias novas.

Godoy – Eu tenho uma pergunta super interessante do Malboro (via chat) : as empresas de telefonia celular têm consciência de que precisam desenvolver produtos para um público de baixa renda para serem competitivas no Brasil ou elas ainda prestam serviços para o público A?

Bloisi -
Não, cada vez mais tem mais produtos para um público classe A, C, D...

Godoy – Porque o nível de entrada está cada dia melhor, ou seja, há aparelhos que saem de fábrica já com MMS, com foto por preços cada vez mais baratos.

Bloisi -
Acho que todo mundo tem que ter consciência de que quando a gente fala: “Estou lançando um serviço de vídeo no celular, televisão no celular. Ah, custa R$2.000,00. Ninguém vai usar”. É assim que funciona o ciclo de tecnologia. Todo o tipo de aparelho, todo o tipo de tecnologia vai ser lançada por R$2.000,00 no momento zero, vai cair para R$1.000,00 oito, doze meses depois. E vai cair para R$200,00 um ano e meio depois, dois anos e meio depois ao lançamento. Então eu posso dizer: “Eu não quero um celular com uma câmera de 1 mega pixel”. Então não compra, mas você vai comprar daqui a um ano porque todo celular vai ter 1 mega pixel daqui a um ano. Quer dizer quando eu lanço um blog multimídia móvel com vídeo, eu vou começar com 1% da refração, mas daqui há 3 anos terei 80% da refração e aí que esse produto vai explodir.

Godoy – Como você vê a questão da TV no celular? 


Bloisi - Globalmente todo mundo acredita que vai acontecer TV no celular. Isso vai se consolidar em 2006, 2007 ou 2008 quando de novo o preço do aparelho cair. Acho que vai dar certo sim, mas usar isso hoje custa... é difícil pagar por Kbyte, por volume de dados e assistir 1hora de televisão. É difícil, mas a gente tem que perceber que a gente também está tomando posição na evolução disso. A gente já tem várias redes vindo aí. Já tem hoje redes GPRS, tem 2,5 G, tem redes 3G já funcionando nas operadoras. TIM, Oi, Claro, a Vivo já colocou a rede dela de 3ª geração, que permite baixar uma hora de programação por um preço muito mais barato. Isso até o produto se popularizar.

Dependendo do padrão de TV digital vai mudar como o mundo celular usa isso. A gente tem que torcer para que o nosso governo seja um pouco mais ágil e decidido. Para que ele não só permita que exista, mas que permita que exista um mercado local de provedores e de conteúdo também.

Links
http://www.blog.oi.com.br
http://blog.brasiltelecom.com.br
http://www.compera.com.br
http://www.compera.com.br/imprensa.asp?cat=4
http://www.compera.com.br/dispara.asp?cat=1

Globalmente todo mundo acredita que vai acontecer TV no celular. Isso vai se consolidar em 2006, 2007 ou 2008 quando de novo o preço do aparelho cair. Acho que vai dar certo sim, mas usar isso hoje custa... é difícil pagar por Kbyte, por volume de dados e assistir 1hora de televisão. É difícil, mas a gente tem que perceber que a gente também está tomando posição na evolução disso. A gente já tem várias redes vindo aí. Já tem hoje redes GPRS, tem 2,5 G, tem redes 3G já funcionando nas operadoras. TIM, Oi, Claro, a Vivo já colocou a rede dela de 3ª geração, que permite baixar uma hora de programação por um preço muito mais barato. Isso até o produto se popularizar.Dependendo do padrão de TV digital vai mudar como o mundo celular usa isso. A gente tem que torcer para que o nosso governo seja um pouco mais ágil e decidido. Para que ele não só permita que exista, mas que permita que exista um mercado local de provedores e de conteúdo também.http://www.compera.com.br/imprensa.asp?cat=4





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