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Alcatel: TV Móvel, MMS e TV digital.

20/02/2006

Projeto de TV móvel é exposto durante entrevista; Alcatel mostra que essa é uma realidade cada vez mais próxima


Marcelo Godoy
Daniel Reis


No dia 15 de fevereiro, o programa newTV entrevistou o gerente de comercial de aplicações da Alcatel Brasil, Adriano Lino, para falar sobre tendências mundiais do universo mobile. A Alcatel é uma empresa francesa que atua no Brasil há mais de 15 anos e fornece soluções, equipamentos e serviços para grandes operadoras de telefonia móvel, garantindo infra-estrutura das redes de celular. “Aquilo que ninguém vê, mas está por trás do celular”, diz o entrevistado.

A Alcatel produz  celulares, porém não aqui no Brasil. Com esse enfoque atuam na Europa e, segundo Adriano Lino, a Alcatel é líder de vendas no mercado Argentino.

A entrevista ampliou a exposição das atividades da empresa para além da infra-estrutura tecnológica e buscou o foco da curiosidade popular. Falou-se de aplicações, do uso diário do celular e de como sua evolução influenciará na forma de produção de conteúdo.

Ao entrar no gancho da palavra conteúdo, Adriano Lino expôs o projeto da TV móvel apresentado pela Alcatel no 3GSM World Congress que ocorreu em Barcelona. “Eu digo que a discussão no Brasil está um pouco anacrônica em relação à tecnologia, por que o que está sendo discutido hoje já não é nem tanto a transmissão, mas conteúdo”, afirma Lino.

E como seria inevitável um dos temas mais pautado do setor das telecomunicações foi posto na mesa: o padrão da TV digital. Mesmo sem entrar em questões políticas Lino deu a sua opinião e explicou o porquê da escolha.

Lino deixa claro que em algumas questões o Brasil está mais atrasado que o Europeu, porém quanto à questão do uso de aplicativos é indiscutível seu potencial de mercado. “Acho que temos espaço para chegarmos perto do uso europeu. Algumas coisas que nunca fizeram sucesso fora do Brasil, foram sucesso aqui”,ressalta.

Marcelo Godoy – Como é o trabalho da Alcatel?

Adriano Lino –
A Alcatel oferece toda a infra-estrutura, todo o lado básico como antenas, as estações de rádio que estão por trás da informação chegar no celular. Somos fornecedores de boa parte das empresas brasileiras com essa infra-estrutura básica. Crescendo um pouco, fazemos a aplicação. Para o MMS funcionar é preciso na operadora existir uma caixa que é chamada MMS Server, que é justamente o que recebe informação, processa ela, vê qual o tamanho ideal. Crescendo mais um pouco a gente começa a desenvolver as aplicações que vão encima disso. Amanhã eu quero fazer um moblog, eu quero fazer a distribuição de vídeo por MMS, que é uma coisa que está na moda.

Godoy –  A Alcatel apresentou uma nova solução de TV móvel no 3GSM World Congress em Barcelona.


Lino –
TV móvel realmente parece uma idéia boa. Se pensarmos as duas coisas que mais movimentaram o mercado de comunicação foram a televisão e telefone. São duas coisas separadas e que revolucionaram a comunicação para a humanidade. Unir as duas idéias me parece quase um caminho natural. A TV móvel é um caminho que a Alcatel está seguindo bastante perto.

Godoy – E como ela funcionará?

Lino –
A TV móvel tem duas vertentes. Um é como transmitir, ou seja, toda a infra-estrutura necessária para transmitir a imagem da TV por celular. E depois, à medida que eu transmitir, o que está lá? A idéia que todo mundo tem é que os usos vão ser complementares. Você não vai abandonar a sua TV e usar isso daqui (o celular). Será um uso complementar, vai precisar de uma interatividade maior. Então o que a Alcatel faz hoje é criar um serviço, que crie toda uma capa de serviço. Por exemplo, no caso do IPTV em que eu posso assistir o que está disponível na locadora virtual, que seria a operadora, e na hora que chegar em casa já poder comprar o filme que eu gostei.

Godoy – Alcatel é uma empresa européia , qual o melhor padrão para a TV digital ?

Lino –
Obviamente eu defendo o padrão europeu, mas não só pelas questões políticas e comerciais. Eu acho que realmente é interessante olhar o padrão europeu dentro da proposta que ele tem. Uma proposta de sair um pouco mais, que só a televisão. Conceitualmente ele inclui o conceito de que não é só TV, é adicionar uma outra forma de comunicação.

Godoy – O Rogério Marte tem um questão: “A grande questão da comunicação será o limite de espectro de banda da comunicação ou conseguiremos passar por esse gargalo?”.

Lino –
Olha, espectro foi sempre limite para tudo. A tecnologia está aí para vencer o limite do espectro, ou seja, nunca houve um produto que saísse em tecnologia de comunicação que não tivesse o problema de espectro. Hoje você já tem soluções bastante interessantes, o que a gente demonstrou agora em Barcelona, foi a utilização de um canal que é utilizado internacionalmente para uma zona de satélite para transmitir celular através de uma rede 3G. Celular para transmitir a televisão. 


Godoy- Para produtores de conteúdo qual é o mais democrático ? Qual permite aumentar o limite do número de canais ?

Lino –
Todos contemplam a possibilidade de aumentar bastante. Aí existe uma questão regulatória, o que não cabe discutir. O padrão DVB, europeu, ele praticamente não coloca limite entre o número de canais que eu recebo num terminal. Eu digo que a discussão no Brasil está um pouco anacrônica em relação à tecnologia, por que o que está sendo discutido hoje já não é nem tanto a transmissão, mas conteúdo.

Godoy – No projeto de TV móvel da Alcatel , as operadoras podem selecionar os canais para serem exibidos. Como funciona ?

Lino –
Na verdade você tem a fonte, que passa a ser ilimitada. Tudo o que eu tenho de conteúdo, seja ao vivo ou armazenado pela operadora. Depois eu passo isso para um formato específico e o assinante recebe. Eu não posso colocar tudo, porque tudo não cabe. Eu tenho que usar uma maneira inteligente para colocar naquele espaço aquilo que o assinante vai querer e um pequeno pedacinho daquilo que ele pode querer.

Godoy – Vamos falar de IP.

Lino –
IP é uma realidade. Na verdade, o que a gente tem do lado de tecnologia é mais que uma realidade. Todo mundo utiliza skype. Uma das coisas que a gente tem discutido hoje é voz sobre o IP para o celular. Se todo mundo acostuma a falar sem limite no skype, porque eu não posso falar sem limite no celular? Esse é o futuro. Você tem algumas questões a serem ajustadas do lado financeiro, de como vai ser a remuneração disso. Mas eu acho que é possível todo mundo ganhar dinheiro.

Godoy –As novas possibilidades de distribuição de conteúdo via celular irão mudar a produção de conteúdo ?

Lino –
Se a gente for pensar, estamos abrindo um grande caminho. Para eu produzir um vídeo e distribuir eu tenho que ter acordo com uma distribuidora, se a gente imaginar a possibilidade que eu tenho hoje de produzir vídeo e distribuir é muito grande. A gente fez uma experiência com uma empresa de Portugal, em que a cobertura da eleição portuguesa, das localidades menores, foi feita através de celular de usuário. Com o celular dele se fazia entrevistas onde a TV portuguesa não tinha gente para fazer.

Godoy – O Brasil está muito atrás da Europa?

Lino –
Na Europa já tem empresas com uma porcentagem importante de assinantes em 3G . Então a gente está numa faixa de 4 a 5 anos atrás, em alguns aspectos. No lado de uso o Brasileiro é bastante avançado em várias tecnologias. O SMS é um exemplo bastante forte desse uso. Até da própria penetração, ninguém acreditou que a gente ia chegar a 85 milhões. Acho que tem espaço para o uso chegar perto do uso europeu. Algumas coisas que nunca fizeram sucesso fora do Brasil, foram sucesso aqui.

Links
http://www.alcatel.com.br/
http://www.3gsmworldcongress.com/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 






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