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Banco do Brasil aposta na Mobilidade

24/04/2006

Organização acredita que “mobile bank” supere “Internet bank” em pouco tempo


Marcelo Godoy
Daniel Reis



O programa newTV recebeu o gerente de mobilidade do Banco do Brasil, Raul Moreira, para falar sobre a mais recente iniciativa da empresa, o “BB no Bolso”. O projeto foi pensado para aproveitar o potencial brasileiro no uso de aparelhos móveis e conta com a parceria das maiores operadoras do Brasil. O “mobile bank” permite que os clientes realizem desde uma consulta ao extrato bancário até transações mais complexas como transferências entre bancos.

A tarifação sobre o uso das soluções, segundo Raul Moreira, varia de operadora para operadora, porém busca-se em todos os casos cobrar o mínimo possível. “Alguns modelos de negócios das operadoras, por exemplo, a OI cobra 15 centavos por transação se você acessar a aplicação do seu SIM Card, o chamado “chipzinho” do aparelho”, diz.

E desde celulares mais simples aos mais sofisticados são abrangidos pelo “mobile bank” do Banco do Brasil. “Buscou-se simplificar a tecnologia para massificar a solução”, afirma o gerente.

Hoje, o Brasil tem um mercado ativo de cerca de 88 milhões de aparelhos celulares, em contra-partida conta “apenas” com 13 milhões de pessoas com acesso a Internet. O que demonstra a existência de um leque muito grande de pessoas com capacidade a de participar desse tipo solução tecnológica.


Instituição

O Banco do Brasil é o maior o banco de varejo do País e possui atualmente cerca de 22 milhões de clientes. O BB tem investido na ampliação das formas de atendimento por meio de canais eletrônicos. Com uma plataforma de 39 mil terminais espalhados pelo País, o BB tem hoje uma base de 22 milhões de correntistas, que realizam 88% de suas transações bancárias a partir do serviço de auto-atendimento. O canal Internet responde por 36% do total desses atendimentos.


Marcelo Godoy – Raul, eu gostaria que você comentasse um pouco sobre essa nova possibilidade que o Banco do Brasil criou para os seus correntistas poderem acessar o banco por celular, de qualquer lugar do país e por qualquer operadora.

Raul Moreira –
Essa solução é o que a gente está chamando de 3ª onda de atendimento bancário. A primeira onda foi levar os clientes do atendimento do caixa para serem atendidos em terminais ATMs; a segunda onda foi colocar a “Internet bank” à disposição dos clientes do Banco do Brasil; agora a terceira onda é colocar o “mobile bank” à disposição. Na verdade, a gente vê que essa onda tem algumas características importantes, que é exatamente a tecnologia de uso de aparelhos celulares ou qualquer outro dispositivo móvel cresceu muito no Brasil. Hoje, o país tem cerca de 88 milhões de aparelhos ativos, isso trás um potencial enorme para utilização de serviços de mobilidade e acesso às soluções bancárias.

Godoy - E quantos milhões de clientes o banco tem?

Moreira –
É um banco que atende mais de 30 milhões de pessoas.

Godoy – Quantos clientes utilizam o BB via Internet ?

Moreira –
Temos 6 milhões usuários que estão habilitados a usar a Internet. Todo mês existe uma variação de acesso. E todos esses 6 milhões, por possuírem essa senha de acesso a Internet, também podem utilizar essa solução de “mobile bank” independente da operadora e da tecnologia que ele tenha no seu dispositivo móvel. Ou simplesmente o cliente pode cadastrar o que a gente chama de senha de auto-atendimento, que é a senha de 8 dígitos e esse senha dá acesso ao “mobile bank” sem precisar usar a Internet.

Godoy – Quais são os serviços oferecidos pelo Banco do Brasil no Bolso ? O  que o cliente pode fazer com o celular?

Moreira –
Hoje ele pode fazer desde meras consultas de extrato e saldo até transações bem mais sofisticadas como pagamento de contas, transferências entre bancos, nós lançamos a possibilidade do cliente pegar um empréstimo eletrônico e tem uma inovação também do Banco do Brasil que é você pegar um empréstimo consignado em folha direto do seu aparelho celular.

Uma outra operação interessante é você poder fazer uma recarga dentro do seu próprio celular, isso aí trás bastante conveniência para o usuário de pré-pagos. Hoje, 26% dos quase 3 milhões de transações que a gente realiza no “mobile bank” são relacionadas ao próprio celular do usuário. Isso é um indicador bom, que mostra que os usuários que estão utilizando a solução também são usuários de pré-pagos e muitas vezes não têm acesso à Internet.

Godoy – Se a pessoa estiver sem crédito no celular, ela pode comprar credito via celular no BB ?

Moreira –
Na mesma hora, a recarga é on line, e ela pode usar o aparelho sem problema nenhum.

Godoy – Tanto esse, quanto o empréstimo, em caso de emergência é um recurso formidável.

Moreira –
Na verdade as possibilidades são muitas. Você pode estar numa mesa de bar, você lembra que precisa pagar uma conta ou transferir o dinheiro para sua esposa, você pode entrar consultar o seu extrato, se você não tiver dinheiro já pode pedir dinheiro lá naquela hora mesmo.É em “real time” creditado na sua conta e você pode fazer aquela transferência sem problema nenhum. A mobilidade em si é um mundo fantástico. A partir daí se abre um mundo de opções em que o projeto “mobile” do banco, que a gente iniciou desde 2.003. Nós estudamos as diversas tecnologias existentes no mercado brasileiro de telefonia móvel, de tecnologia que existem no resto do mundo, nos Estados Unidos, Europa e principalmente Japão. Trouxemos algumas dessas tecnologias para cá, justamente para desenvolver soluções que pudessem ser desenvolvidas pelos mais diversos tipos de aparelhos.

A partir daí é possível tanto realizar transações de “mobile bank”, quanto aderir a um serviço de remessas de SMS, toda vez que acontecer alguma movimentação na sua conta ou você realizar alguma movimentação no cartão de crédito ou de débito, você também recebe uma mensagem do banco. E nós estamos desenvolvendo um outro módulo do projeto que é o futuro, que busca no futuro você pagar contas no comércio em geral.

Godoy – Eu tenho uma pergunta aqui: “Como fica a tarifação do aparelho?”.

Moreira –
A analogia é a mesma do “Internet bank”, ele paga uma taxa para a operadora em função do pacote de dados. Alguns modelos de negócios das operadoras, por exemplo, a OI cobra 15 centavos por transação se você acessar a aplicação do seu SIM Card, o chamado “chipzinho” do aparelho. Se você acessar a aplicação que está no WAP você simplesmente paga pelo pacote de dados. Isso varia de operadora para operadora, mas em geral são transações bem baratas para permitir uma massificação do uso desse tipo de solução.

Godoy – Quando vocês perceberam que era hora de ir para a mobilidade?

Moreira –
Na verdade desde 2000, eu também participei do projeto que criou o “Internet bank” do banco, a gente já visualizava que no futuro seria a questão da mobilidade. É lógico que as tecnologias passíveis naquela época traziam alguns problemas de interatividade e segurança, o que não tornou possível massificar o uso. Hoje, está bem diferente com as redes de dados e os novos dispositivos de segurança que vieram.

Agora, estamos para o “mobile bank” como estávamos para o “Internet bank “ em 2000. Em 99 e 2.000 nós estávamos lançando as nossas aplicações, elas eram uma aposta, e atualmente 30% de todo o atendimento do Banco do Brasil que é o maior banco do Brasil. A gente faz um comparativo com o “mobile bank” e enxergamos que a possibilidade de ultrapassar esse percentual é muito maior pela tecnologia de celular ter conseguido penetrar nas camadas da sociedade de menor renda.

Godoy - Vocês realizam pesquisas em tecnologia?

Moreira –
Nós montamos um laboratório no início de 2003. Esse laboratório via o que estava acontecendo nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia e a partir daí ele trouxe algumas soluções tecnológicas nas quais a gente estudou e implementou. Em setembro de 2003 nós lançamos a primeira operação na América Latina baseada num SIM Card, no qual o banco colocou uma chave criptográfica dentro do Sim Card da operadora OI, que foi com quem nós lançamos na época e a partir daí permitiu que fossem colocados uma série de mecanismos de segurança e informação criptada na hora e que só é descriptada no celular.

Godoy – Eu tenho uma pergunta do Super Super: “Celulares mais antigos podem participar do ‘mobile bank’ do Banco do Brasil?”.

Moreira –
Depende da operadora e da tecnologia que a operadora disponibilizou. Nós temos um site WAP1.0 , que você pode acessar lá. Se você tem um celular mais sofisticado você pode acessar a uma solução WAP 2.0, somos o único banco no Brasil com essa solução. Dependendo da operadora você pode acessar por um chip, pelo SIM Card da operadora.

Links

http://www.bb.com.br/appbb/portal/bb/simp/index.jsp
http://www.bb.com.br/appbb/portal/fs/atd/TransCel.jsp
http://www.bb.com.br/appbb/portal/fs/atd/TecnolGSM.jsp
http://www.bb.com.br/appbb/portal/fs/atd/TransCelWap.jsp

 

 

 






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